Absolvido
o texto fala do amor enquanto o texto tenta entender o próprio dizer
O amor é uma perda atribuível,
quando tudo se torna negativo
e tudo passa a ser
uma coisa insignificante —
é isso mesmo,
a busca das alucinações.
E nisso pode ocorrer o amor,
incompativelmente,
deprimente —
caso de uma vida perdida.
Hoje, durante a tarde, relatamos
um usuário que nem ao menos gosta
de saber
se a mesma sabedoria,
no cuidado,
poderia ser, mesmo,
uma perda —
um braço
ou uma perna —
nisso, apenas,
se tornou um inseto atravancador,
e eu mesmo permitindo
que isso poderia ser a destruição,
responsável pelo que eu acho
que já venhamos encarando.
Precisamos mesmo nos prevenir —
encararei isso
como se fosse o passeio
que acabou.
Foi a forma cruel de mostrar
que poderia ter sido o final:
atrapalhar a vida
profissionalmente
de uma pessoa
se tornou um tipo de esporte.
Mesmo quando eu me sinto —
acho —
dentro precisamente disso,
buscando eu mesmo
meus melhores métodos,
nem sempre fosse
o desesperar de uma relação.
Finalmente —
e nisso, mesmo quando o atormentado
acaba sentindo
que isso deveria ser
um meio compensador —
é para onde
a perda de nossa vontade
entre tentar encarar,
entender,
de tal forma que,
provavelmente,
ainda aprenderemos a sentir.
Isso pode mesmo ser
o sofrimento esperado de alguém
para toda decisão.
E, dependente-mente,
já sabemos que os contatos
— e no acostumado —
hoje eu te falo:
estou longe de querer
me relacionar.
Isso causa, mesmo,
uma fase derrubada
de minha vida,
coerente com o que venhamos —
eu, escrevendo,
mesmo sabendo
que isso pode ser
o gesto inevitável
e desordenado.
E, para cumprir
com nosso momento,
eu saberia
que isso, intensamente,
fosse intencionalmente
o conhecer —
nem sempre o mostrar
uma responsabilidade
de produzir algo.
Isso é determinante:
o caso do homem
que gosta de arrancar
horas perdidas.
E, para onde fosse,
mesmo eu preso,
ainda saberei
que isso de começar a mostrar,
ou demonstrar a verdade,
já está longe de comprometer.
É absolutamente
o modo de querer
o tal viver —
arrancar qualquer esperança,
seja como for,
atrofia.
Entenderei que isso
nem sempre é o controle
que custou
a vida de um trabalhador —
o atracar
sem porto.
Ábsono
o poema pensa o poema enquanto tenta dizer o mundo
Mesmo o incómodo,
colecionando os provocantes modos,
ainda desvendarei
e determinarei
que seres menores acreditem
que isso pode ser apenas um “pode ser”,
venha como se fosse
uma experiência,
alimentando nossas boas esperanças.
Ainda concluirei
que é perder o móvel
de um modo de procurar
e evitar qualquer coisa —
como se eu mesmo me declarasse:
posso ser um humano,
e estou sendo insignificante.
Aparentemente,
este relato pode ser um filme,
e todas as decisões —
e o azarado é convencido
a aprender que conselho
nem todos têm como ganhar.
Conhecer-me-ei,
superando e procurando
os inevitáveis rumos.
Historicamente,
ainda deverei querer suprir
a minha vontade
durante a revolta
de um novo ser.
Isso é parte de acompanhar,
apenas querendo saber.
Aprenderá
quem se convence,
procurando os meios,
pelo menos,
de querer curtir
ou encontrar uma forma de azarar
um bom homem
que consegue procurar
uma distração.
Evito
e aviso
que isso pode nem chegar
a ser um seguidor.
Aproveitarei
para sentir-me aquele
que poderia cumprir
com o desespero —
procuraria, mesmo,
que isso evitasse qualquer perda,
e aproveitasse
que isso fosse, mesmo,
ter vindo
de um desencontro.
Acho que isso de pensar ainda mais
acabará sendo mais que lutar.
Dependeria
e determinaria
a realidade
de nosso desempenho.
O amor pode ser estranho,
conseguir ganhar —
e o estranho eu aprimorar.
Isso pode ser a proporção
de como fosse feito,
na obrigação.
Acho que o ensinamento
demoraria mais.
Ainda deverei desprender-me,
procurar que isso se torne
um estudo raro
de todos os meios
de bichos
e insetos —
que isso não desanime
todos os que mostram
que podem querer
levar para longe.
Avisado efeito,
e procurando eu mesmo
quaisquer meios,
os conflitos entre o caos
e entre os compromissos —
superarei,
para que ainda,
mesmo na ansiedade,
o avisado saiba
que são pequenos gestos
que se tornam
grande evolução.
Intensamente, já verei:
se isso é aprender,
isso é criar.
E, se houver quem me aconselhe
e me observe,
se isso tem como durar
bem anos —
o dominador
que sente
que, se fosse feito
o mover de nossos meios,
ainda tenho que saber
como foi pra frente,
e se estendendo
entre os rumos,
cooperando,
procurando os efeitos absolutos
que podem
domesticar um ser humano.
Absorção
Digo que perder assim,
em uma tarde,
com a garganta seca,
parece desesperador.
E a própria frase revela sua atração,
como se a linguagem — esta que me escreve —
permitisse que o sentido se prolongasse
por quase uma semana inteira,
entre provocação e superação dos meus dias.
A tarde está para chegar,
e o texto acompanha esse movimento,
prolongando minha aprovação,
como se cada palavra fosse
uma comprovação de existência.
Mesmo quando tudo começa a surgir
em acontecimentos e superações,
a tarde se torna complicada,
revolucionária,
e no axial desse ser que narro,
quase sinto o peso
de uma grande responsabilidade.
Uma avulsão de longe,
de longas distâncias,
mesmo que eu ainda seja o menino
que deixa pessoas enjoadas,
carregando no bolso de um sonho
intenções e expectativas.
Tudo pode se esticar,
como o volume de um dinheiro,
ou informações escondidas
que provocam diferenciações
entre nossos adolescentes,
para que não cresçam com mais problemas.
Aproveitarei para não perder
minha forma de compromisso.
É a recuperação de uma tarde —
tarde que se quebra paralelamente —
enquanto ajudamos os aproximados,
no jeito de pretensão estática
da nossa situação,
ao nosso redor,
onde já não há como parar
o ato de aprender errando,
ou compreender aprendendo.
A noção se esconde nos dias
que poderiam se tornar
causas viáveis,
enquanto estudamos nossos argumentos,
querendo que o tempo se estique
para horas mais adiantadas.
Concluirei que venceremos,
até voltarmos a ser aceitos
na sociedade economicamente,
apresentando-me
como alguém que constrói
e determina caminhos.
Este é o último esquema
de tentar ganhar —
e, se for mesmo ganhar tempo,
superaremos.
Ainda suspeitaremos do entendimento,
e, diante de qualquer desentendimento,
buscaremos garantir
que exista mudança de movimento —
no texto,
na vida,
na própria linguagem
que agora se escreve
e se lê.
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