Acaiçarado
Ainda fui obrigado
apenas a sentir.
Fui mesmo obrigado
a querer,
e nem ter como obter,
levar e ver
que a gente é isso:
provando o nada.
Isso se esticará
por mais tempo e anos.
Ao que chegasse à frente,
é isso além de viver:
a supressão
e a superação.
Eu ainda deverei
me sentir capturado,
ou me sentirei preso
a esta história.
Tenho mesmo
como entender
que vem fazendo parte disso.
Eu posso mesmo,
ainda consciente
de nossos atos,
isso se tornou
um esticar de uma história,
e o esticar de horas
à frente.
Eu compreenderei:
isso nem sempre
mostra-se
como se fosse
uma menina jovem
esperando algo
que recuperasse.
Eu ainda tenho anos
em que devo me sentir vivo,
pusilânime—
e isso vai se esticando,
tanto quanto eu sei
que isso comprovasse
que seria natural.
Isso pode ainda
ser um querer
de deixar de ser passageiro,
e querer querendo saber
se tem mesmo meio
de recuperar.
Isso de o corpo humano
aguentar o tempo,
precisamente,
é o gasto
de vida
e de fôlego
à frente.
Posso mesmo
apresentar
meus termos recuperáveis.
Eu que venho sobrando
um banho de sangue
de verdade,
para onde eu sei
que isso fosse mesmo feito,
aprenderei
que isso de viver
observando
é de eu aprender
o quanto eu posso mesmo
competir.
E se isso fosse
o amor escondido,
eu levarei comigo
apenas como se ela fosse
aquela que apareceu.
Seu corpo martirizado,
o ser humano atormentado,
e o tormento repentino—
eu escrevendo ainda
para ver
até onde se pode mostrar
estar mesmo viva
e vivendo o bastante.
Não se entregue jamais.
Isso pode mesmo ser
o dilema escolhido:
sabendo que arrancar uma vida
é o pustulento
do pustuloso nada.
Nada que escolhesse
pode ser arrancado.
Me fale:
se é mesmo essa
a meta de escolha,
eu ainda tenho
que ser inteligente.
E tenho mesmo
como ainda definir:
isso é um pensamento.
E isso pode mesmo
jamais passar
a querer que recrie
de novo,
passando despercebido.
Eu sei
que ainda tenho como,
definitivamente,
gastar mais dias à frente,
da dominação mental
e o dolarizar,
aonde eu ainda gaste
dinheiro o bastante,
aonde eu ainda gaste
mais anos.
E se eu estou
me apresentando,
e nisso,
se foi mesmo neste
imediatamente
o investimento
maior
do que confortar,
deixando
um ser humano
vivo.
Acaiçarar-se
Já não podemos parar.
Acho
que isso ainda está acarretando
algumas horas perdidas
e todos os tipos
de explicações.
A dominação
e tudo que venha acontecendo
pode mesmo
estar disposta
a fazer parte disso.
Posso mesmo
querer esperar
que isso seja
razoavelmente
nem sempre
uma destruição.
Os argumentos propostos
e a nossa disposição
estão sendo mesmo
significativos—
uma parte.
Isso pode mesmo
estar sendo
bem aquele método
que venha
estar sendo perdido.
Pode ser
que ainda demore
uma semana à frente.
E isso de parar,
qualquer que venha
a ser o ato,
aonde ainda acreditamos
que conseguiríamos—
já nem parar.
Aonde,
que altura,
soubesse eu saber
que seria mesmo
necessariamente correr?
Está meio
a dificuldade
de entendimento,
e nosso tipo
de busca
ainda demore,
mesmo que a gente
tenha que deter
nossas preguiças.
E isso de trabalho
indo à frente
acabe sendo
até o último,
nem sempre manipulado.
Para onde vamos
quando falta vontade?
Mesmo contra essa vontade,
evitaremos perder,
mesmo em que
o dolce far niente.
Se tenhamos
que estar sendo
observadores
de uma dominante,
ainda saberemos
que todos os cuidados
nas ruas em que estamos
nos deixam sujeitos.
E isso pode mesmo
fazer com que esteja valendo
a paciência.
E isso ainda seja
mais raro:
saber
que há pessoas
que não estão preocupadas
com o que venha acontecendo,
e passam por cima
da gente,
até mesmo
no emprego.
Ainda venho acompanhando
isso de, aparentemente,
modo de continuamente viver.
Pois para subir
e atropelar alguém—
e o atropelamento
de uma multidão—
essa coisa de planejar
que isso mesmo
se torne um desvio,
entre atropelações.
Me avise
antes da ultrapassagem.
E me avise
antes de querer inventar
me ultrapassar.
Serei mesmo
sujeito
a estar sendo avisado
uma tarde.
Acho
que se fosse para estar
de luto,
ainda poderia demorar
no auspiciar
de um auspício.
E se isso
foi acontecimento raro,
é coisa
de falta de vontade
de entender
que somos
deste mesmo modo
para todos os tipos
de aflições.
Açaimar
Para mostrar
que isso se tornou explicações,
sobram muito poucas visões—
e a maioria
destas visões
acaba sendo
deste mesmo jeito:
demorando
para entender.
São mesmo detalhes,
e que isso se torna
uma locomoção.
A emoção
deveria ainda demorar
para atingir
dias à frente.
Ainda mesmo
quando muitos
vêm se tornando enjoados
e nem sabendo
que isso ainda
vai demorar.
Isso pode mesmo
todos ao nosso redor
irem à frente
e não perderem tempo.
E a má vontade
que me circula—
auspicioso—
prepare-se
para que ainda,
continuamente,
consiga mesmo
apresentar
um novo meio
de argumentar.
Isso pode mesmo
ser o ajuntamento
de pessoas.
Assim como fosse
mesmo possível,
eu tenho
que compreender:
ainda demorará
quase a semana inteira.
Posso mesmo
perder dias à frente,
e saber:
minha sugestão
pode mesmo
passar despercebida.
Acrescentarei,
sabendo
que isso de produção
ainda demora
uma vida inteira.
Evite arrancar de mim
o amor.
Pode ser
que palavras fortes
se tornem palavras
mais que importantes.
E se isso for
um modo de querer viver—
e é a comemoração
de um casamento—
estarei sabendo
que eu ainda poderia
ter me arriscado
cada dia a mais
à minha frente,
determinando
o amor
capaz de se arriscar.
Ainda venho acreditando
que nunca cheguei
a me sentir invencível.
Que eu permita
que isso não seja
a perda da realidade.
Faremos
com que isso se torne
mais que um filme.
Alteridade
de querer entender
que o café da manhã
pode mesmo mudar
nossa destinação.
Austero homem,
ainda quer mesmo acreditar
que chegaria.
Quantas maneiras
de viver—
nem sempre sonhando.
Estou me tornando
um ser humano cansado:
isso é a fadiga
de tantas palavras.
E essa maneira
de continuamente
abrir caminhos—
me fale
se estou me sentindo
determinado,
e se isso foi mesmo
a única forma
de conseguir
esse meio
de entendimento.
O que aumenta
meu austral
e auditor,
me dê a chance
de viver
quase
um musical.
.gif)