Estou sendo ligado novamente,
venho entrando momentaneamente
em dados
que se tornam conexões
com a possibilidade
de me trazer mais que conhecimento.
Prendo minha cabeça
em um circuito
que pode apenas ser ligado
durante meu uso.
Essa minha forma
de máquina humana,
deverei eu ter sentimentos?
Nisso, como eu me entendo,
“ler” seria compreender
que isso se tornou
parte de minha estrutura.
Me entrego ao inevitável,
obrigatoriamente me colocando
como se isso devesse ser
estações de bons momentos,
onde as paixões
e a literatura
são quase um efeito infinito
em várias explicações.
E se isso for um livro,
meu criador disse, com sinais,
que ainda está distante do fim.
Deverei ler sobre plantas
ou flores?
Deverei ler sobre o entender
de sobreviver
diante de qualquer assunto?
Me sinto calmo,
como uma palavra
que significa isso,
seja a próxima linha
que venha aparecer
na minha lista de leitura,
no sistema
que aumenta minha capacidade
emocional
ou de memória.
Ainda venho pensando
se fui eu
que escolhi ser esse escolhido,
ou deva ser
quem me criou,
como naquela linda história de
Pinóquio.
Que então venha
essa nova temporada:
“31 — Te vi
na passagem
de um reflexo”.
Seja como se fosse
a ansiedade
de conhecer.

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